quarta-feira, 4 de março de 2020

DNA de dinossauro é encontrado em fóssil de 75 milhões de anos

Cientistas encontraram evidências de cromossomos e DNA em cartilagens dos fósseis de filhotes de dinossauro da espécie Hypacrosaurus Stebingeri, que viveram há 75 milhões de anos.

Hypacrosaurus Stebingeri/Reprodução
Hypacrosaurus Stebingeri/Reprodução
Os hypacrossauros viveram na América do norte durante o fim do período Cretáceo, se alimentavam de plantas e eram semi-bípedes. Eles tinham cerca de nove metros de comprimento e por volta de quatro metros de altura.

A pesquisa foi publicada no site National Science Review pelos cientistas Alida Bailleul, da Academia Chinesa de Ciências, e por Mary Schweitzer da Universidade da Carolina do Norte.

Células da cartilagem do crânio de filhotes de Hypacrosaurus/Science China Press/Reprodução
Células dos filhotes de Hypacrosaurus/Science China Press/Reprodução
A equipe encontrou duas células microscópicas unidas, que ficaram preservadas durante a passagem das últimas fases da divisão celular. O material mais escuro, seria os cromossomos. 

Para comprovar a presença do vestígio de material genético, os pesquisadores usaram iodeto de propídeo, um corante de DNA. Na imagem à direita, a cor vermelha é a célula de cartilagem isolada que reagiu ao componente químico.

Os cientistas buscaram identificar se as moléculas não haviam sofrido com mutações genéticas, e através de análises imunológicas e histoquímicas no crânio de outro filhote de Hypacrosauru, descobriram que as células da cartilagem reagiram aos anticorpos do colágeno, provando que as proteínas cartilaginosas do dinossauro não tiveram mutações genéticas.

Essa descoberta pode dar novos rumos aos estudos biológicos de organismos pré-históricos.

"Esses novos e animadores resultados aumentam as evidências crescentes de que as células e algumas de suas biomoléculas podem resistir por muito tempo", disse Alida Bailleul, uma das líderes da pesquisa".

E completou

"Os resultados indicam que o DNA pode ser preservado por dezenas de milhões de anos e esperamos que este estudo incentive os cientistas que trabalham com DNA antigo a superar os limites atuais e usar a nova metodologia para revelar mais segredos moleculares desconhecidos que estes tecidos possuem".

No mundo, existe outros relatos de descobertas de DNA em seres fossilizados. Anos atrás, cientistas de Londres encontraram células sanguíneas em uma garra de dinossauro fossilizada.

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